PRIMEIRO DOGMA MARIANO - MARIA MÃE DE DEUS

13 Mai 2018

O amor e a piedade da Igreja para com a Mãe de Jesus são intrínsecos ao culto e a doutrina cristã. A Santíssima Virgem é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito, desde remotíssimos tempos a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de "Mãe de Deus" sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os perigos e necessidades. Ela que pode cantar agradecida ao ter conhecimento do mistério da sua eleição divina para ser a Mãe do Verbo Encarnado: "todas as gerações me hão de proclamar bem-aventurada, porque o Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas." Dentre os privilégios concedidos a mãe de Jesus, entre seus dons e virtudes um é fundamental, que está no centro de todos os outros e dá a razão deles, é a maternidade divina. Maria Santíssima é verdadeiramente Mãe de Deus, porque gerou e deu à luz Cristo Jesus, "que é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.” A Igreja sempre assim acreditou mas oficializou o dogma porque um herege chamado Nestório que era patriarca de Constantinopla defendia que Cristo não seria uma pessoa única, mas que Nele haveria uma natureza humana e divina distintas uma da outra, e por consequência", negava o ensinamento tradicional que a Virgem Maria pudesse ser a "Mãe de Deus" (em grego Theótokos), mas que portanto ela seria somente a "Mãe de Cristo', para restringir o seu papel como mãe apenas da natureza humana de Cristo e não da sua natureza divina. Os adversários de Nestório, liderados por São Cirilo, Patriarca de Alexandria, consideravam isto inaceitável, pois Nestório estava destruindo a união perfeita e inseparável da natureza divina e humana em Jesus Cristo. Diante desta situação foi convocado o Concílio de Éfeso realizado em 431 na Igreja de Maria em Éfeso, na Ásia Menor. Assim que foi aberto, o Concílio denunciou os ensinamentos de Nestório como errôneos e decretou que Jesus era apenas uma pessoa, e não duas pessoas distintas, Deus completo e homem completo, e declarou como dogma, que a Virgem Maria devia ser chamada de Theótokos, porque ela concebeu e deu à luz a Deus como um homem. O papa São Clementino l definiu ao fim do concilio de Éfeso: "Se alguém não confessar que o Emanuel (Cristo) é verdadeiramente Deus, e que, portanto, a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, porque pariu segundo a carne ao Verbo de Deus feito carne, seja anátema". Em primeiro lugar, está dito inúmeras vezes no Evangelho que a Virgem Maria foi a mãe de Jesus Cristo. Por isso, ela é a Mãe do Senhor, isso é, de Deus encarnado. "Donde me vem que a MÃE DO MEU SENHOR venha ter comigo?" (Luc. I, 43). E "Mãe do meu Senhor" quer dizer Mãe de Deus. Ora como Jesus Cristo é Deus, Maria necessariamente é Mãe de Deus. Evidentemente, sendo Deus eterno, é claro que Nossa Senhora não pode ter gerado Deus na eternidade. Maria não é mãe do Verbo de Deus quanto à sua origem divina, procedente e gerado pelo Pai desde toda eternidade. Ela é Mãe do Filho de Deus encarnado, no tempo; é Mãe do Filho de Deus feito homem. Cristo tinha duas naturezas mas tinha uma só pessoa, a do Filho de Deus. Dizer que a Virgem Maria foi só a Mãe de Jesus, mas não a Mãe de Deus, é atribuir duas pessoas a Cristo. Toda mãe gera apenas o nosso corpo, e não nossa alma. Mas a mãe de alguém é mãe da pessoa inteira. Se alguém lhe dissesse que sua mãe, por não ter gerado sua alma, criada por Deus, não é sua mãe, estaria dizendo algo contra a razão, porque se ela é mãe da pessoa, ela é mãe da pessoa toda. Do mesmo modo Maria, tendo sido Mãe de Jesus Cristo, cuja pessoa é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é Mãe de Deus. Por isso, os santos da Igreja sempre perceberam que quem negava a Maternidade divina de Maria, estava, no fundo, querendo negar a divindade e a humanidade de Cristo. Estavam separando Jesus em duas pessoas. Theotókos, Mãe de Deus: cada vez que recitamos a Ave-Maria dirigimo-nos à Virgem com este título: suplicando-lhe que ore por nós, pecadores . Título este aprovado pela própria Mãe nas aparições de Nossa Senhora quando nos pede para rezar o santo terço. Pede para rezarmos “Santa Maria, Mãe de Deus”. A ela, que é a Mãe da Misericórdia encarnada, confiemos sobretudo as situações em que somente a graça do Senhor pode trazer a paz, o alívio e a justiça. "Para Deus, nada é impossível" (Lc 7, 37), disse à Virgem o Anjo que lhe anunciava a sua maternidade divina. Maria acreditou e por isso é bem-aventurada (cf. Lc 1, 45). Salve Maria! ----------------------------------------------------------------------------- Se qualquer texto apresentado contraria o Sagrado Magistério da Igreja, desde já o rejeitamos, porque a Fé católica é a luz de nossos olhos que ilumina nossos passos. ----------------------------------------------------------------------------- " Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo". (Gl 1,10) " Falamos, não para agradar aos homens, e sim a Deus, que sonda os nossos corações". (1Ts 2,4) ----------------------------------------------------------------------------- Congregação Mariana, desde 1563, Escola de Santos, Exército de Apóstolos Venha e faça parte! E-mail : salvemariaapucarana@gmail.com