Bispo ressalta a importância dos cuidados para evitar a propagação da Covid-19

12 08 2020
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O Bispo Dom Carlos José de Oliveira, da Diocese de Apucarana, divulgou um comunicado para ressaltar a importância dos cuidados para evitar a propagação da Covid-19. "Estamos atravessando um momento delicado da história da humanidade. A covid-19 continua fazendo vítimas, ao passo que alarga-se o tempo de duração desta pandemia. Como Igreja do Senhor Jesus não podemos parar nossa caminhada, mas temos que nos adaptar a esta nova realidade, permanecendo próximos de nosso povo. A saúde corporal, espiritual e mental deve ser nossa preocupação maior," disse.

O Bispo chamou a atenção e destaou que as missas podem ter no máximo 45 minutos de duração, que não será permitido aglomerações nas sacristias ou outros locais, não se deve ter nas celebrações eucarísticas, coroinhas com menos de 12 anos, em nenhuma hipótese. "Devemos retomar a realização dos batismos, utilizando o rito abreviado e sempre de apenas uma criança, com seus pais e padrinhos. O Batismo seja sempre por efusão. As unções devem ser feitas com algodão e se necessário auxílio de cotonete," explica o bispo. 

Confira o comunidado e todas as orientações de Dom Carlos: 

"Caros Padres, Diáconos, lideranças leigas de equipes de liturgia, canto pastoral, irmãos e irmãs da nossa amada Diocese de Apucarana. 
?Estamos atravessando um momento delicado da história da humanidade. A covid-19 continua fazendo vítimas, ao passo que alarga-se o tempo de duração desta pandemia. Como Igreja do Senhor Jesus não podemos parar nossa caminhada, mas temos que nos adaptar a esta nova realidade, permanecendo próximos de nosso povo. A saúde corporal, espiritual e mental deve ser nossa preocupação maior.
?Considero que alguns pontos são de suma importância:
- Para nós católicos a Eucaristia, verdadeiro Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, é essencial. Não podemos deixar nosso povo sem o alimento celeste, neste momento de tantas dificuldades.
- O cuidado com a saúde e, portanto, com a vida humana desde a concepção até seu término natural é missão contínua da Igreja. Em uma pandemia devemos seguir regras sanitárias para evitar o contágio.
- Para um tempo como este não temos decretos permanentes. A capacidade de adaptação deve nos acompanhar sempre.
?De acordo com o decreto de 7 de Maio pp, a maioria das paróquias  já voltou a celebrar com o povo. Agradecemos o esforço dos sacerdotes e leigos para que de forma adequada isso esteja acontecendo.
Com alegria percebo desde que aqui cheguei de que as celebrações em nossas paróquias são vivas, animadas com belos cânticos e com muitos ministros, adultos e crianças. Isso é tão bom e necessário. Mas no momento presente temos que nos abster de muitas coisas, pedindo ao Senhor que o quanto antes detenha esta pandemia.
?Assim neste período, de acordo a Introdução Geral sobre o Missal Romano que prevê diversas formas de celebração da Missa e de acordo Orientações da CNBB para as Celebrações Comunitárias no contexto da pandemia da COVID (21-05-20) DEVO RECORDAR que:
- as missas tenham no máximo 40-45 minutos de duração.
- não se permita AGLOMERAÇÕES nas sacristias e outros locais.
- não devemos ter, nas celebrações eucarísticas, coroinhas com menos de 12 anos, em nenhuma hipótese.
- o menor número de ministros deve servir ao altar. Somente o estritamente necessário.
- o cálice e âmbulas podem ser preparados antes da missa e deixados já no altar. Essa preparação deve ser feita pelo sacerdote ou por um único diácono ou ministro. Só uma pessoa deve tocar nos vasos sagrados.
- evite-se transitar pelo presbitério. Aqueles “serviços” prestados por diáconos e ministros devem agora ser feito somente pelo sacerdote, incluindo a purificação dos vasos sagrados.
- abreviem-se os cantos. O Ato penitencial, Glória, Santo e Amém doxológico, sejam rezados e não cantados.
-  omita-se a segunda leitura da missa dominical.
-  omita-se também o momento de preces (Oração dos fiéis).
- proceda-se com a higienização das mãos dos fiéis com Álcool em gel antes da comunhão, durante o rito do Cordeiro de Deus.
- a comunhão deve ser distribuída em uma espécie somente e sempre na mão. A comunhão sob duas espécies está proibida para todos, inclusive diáconos. A comunhão deve ser dada sempre por um ministro e não no estilo “self-service”.
- pode-se, também, distribuir a Sagrada Comunhão ao término da celebração. Desse modo os fiéis recebem o Corpo do Senhor e seguem para suas casas. Filas devem ser evitadas.
Devemos retomar a realização dos batismos, utilizando o rito abreviado e sempre de apenas uma criança, com seus pais e padrinhos. O Batismo seja sempre por EFUSÃO. As unções devem ser feitas com algodão e se necessário auxílio de cotonete.
Da mesma forma o Sacramento da Confissão e o aconselhamento espiritual aos fiéis seja sempre oferecido, com os cuidados necessários: máscaras, proteção de acrílico, local ventilado.
É muito importante retomarmos a leitura das Orientações da CNBB para as Celebrações Comunitárias no contexto da pandemia da COVID datada de 21-05-20.
Aconselho também a leitura da Encíclica de São Paulo VI “Mysterium fidei” e de São João Paulo II “Ecclesia De Eucharistia”, bem como as Catequeses do Papa Francisco sobre a Santa Missa (de 8 de Nov. de 2017 a 4 de Abr. de 2018).
Tais procedimentos, apesar de estranhos ao nosso modo de celebrar, fazem-se necessários para a conservação das Santas Missas com presença de fiéis. Cremos que este momento irá passar e voltaremos a celebrar com toda alegria e solenidade. A Mãe Igreja que já passou por tantas epidemias nos ensina a enfrentá-las, sempre buscando o único verdadeiramente necessário: o viático de nossa vida neste mundo e na Eternidade, Cristo na Eucaristia.
Que a Bondosa Mãe de Deus interceda junto a seu Filho pelo fim desta pandemia e que possamos enfrentar com coragem e empenho os desafios que derivam desta crise."
 
+ Dom Carlos José
Bispo Diocesano


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