Carta de nosso Bispo Dom Celso referente a Atividades recreativas sem bebida alcoólica

08 09 2015
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..."Que nosso lucro nas festas seja o lucro da fé, da alegria, da comunhão, da participação eclesial e de uma vida cristã plenamente missionária". (Dom Celso)

Prezados Padres, Diáconos, Seminaristas, Consagrados e Consagradas Ministros de Diaconia, Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, Catequistas, Membros dos Conselhos de Pastoral e dos Conselhos Econômicos, Coordenadores de Pastorais, de Movimentos e de Serviços e Fiéis em Geral.

A paz de Cristo no coração e na família de todos!

Desde maio de 2014 estamos estudando o documento da CNBB, o Nº 100, Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia sobre a conversão pastoral da Paróquia. Acreditamos que todos já têm conhecimento deste documento. É um conteúdo fantástico. Se o colocarmos em prática todos os pontos, certamente seremos uma Igreja em Saída Missionária como nos pede o Papa Francisco.

Desde quando assumimos a Diocese de Apucarana, há seis anos, estamos conversando sobre alguns pontos muito importantes para que sejamos uma Igreja mais parecida com as primeiras comunidades cristãs. Um dos pontos que temos insistido é sobre a manutenção material da diocese e das paróquias. Temos falado muito sobre a partilha. E percebemos que há uma caminhada muito bonita, neste sentido, com a Pastoral do Dízimo. Claro que ainda temos um caminho longo a percorrer juntos, mas muito já foi realizado. Ainda temos condições de nos aperfeiçoar mais neste serviço, pois temos uma grande meta a ser alcançada que é o projeto das paróquias irmãs. E, juntamente com o dízimo, temos combatido com insistência o uso de bebidas acoólicas nos espaços de nossas paróquias, justamente por não favorecerem a vida cristã, o crescimento da fé, a promoção da vida e o fortalecimento da família.

Sobre esse assunto, já conversamos no Conselho de Presbíteros, no Colégio de Consultores e em outras instâncias. Portanto, queremos conclamar a todos e a todas, neste ano do Jubileu da Diocese, a deixarmos essa prática de lado e que toda a diocese assuma esse compromisso. Vamos, com essa atitude, oferecer um presente para a Diocese no ano da celebração do seu Jubileu áureo.

Muitas paróquias já acolheram nossas orientações e estão fazendo um bom trabalho neste sentido. Até gostaríamos que essas comunidades paroquiais se manifestassem e dessem o seu testemunho. Entretanto, outras ainda não se despertaram para esse novo modo de ser comunidade. Sim é um novo modo de ser. Exige sacrifício, renúncia e profunda conversão pessoal. Que nosso lucro nas festas seja o lucro da fé, da alegria, da comunhão, da participação eclesial e de uma vida cristã plenamente missionária.

Diante disso, estamos pedindo encarecidamente às paróquias, que ainda realizam festas com bebidas, que a partir de 15 de setembro, dia de Nossa Senhora das Dores, padroeira da sobriedade, não mais as realizem. Que todas as comunidades paroquiais evitem o contratestemunho de promover o consumo de álcool em quermesses ou em outras atividades recreativas. Vamos corajosamente renunciar essa tradição que, além de trazer um grande prejuízo à evangelização é um desserviço à Igreja.

Cheios de alegria, acolhamos as orientações da Igreja, do Papa Francisco, da CNBB nacional e regional e do Bispo da diocese. Juntos, vamos assumir esse compromisso com espírito de comunhão e em profunda sintonia com o Evangelho e com os documentos da Igreja.

Agradecemos muitíssimo a todos e a todas pela generosidade, compreensão, alegria e desejo de viver uma vida nova “em estado permanente de missão”.

Com o Papa Francisco, peçamos à Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, Nossa Senhora de Lourdes que cure as feridas do pecado que cada um de nós traz no seu coração e que sustente nossas paróquias a fim de serem sãs e sanadoras, santas e santificadoras, para glória do seu Filho e para a salvação nossa e do mundo inteiro. Que todos tenhamos um grande e respeitoso amor a Igreja como Cristo a amou e que tenhamos a coragem de nos reconhecer pecadores e necessitados da sua Misericórdia. 


Abraçados na Cruz do Senhor, recebamos todos, as mais copiosas bênçãos de Deus Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

+Celso Antônio Marchiori
Bispo Diocesano de Apucarana

 

(Texto abaixo extraído do Documento 100 da CNBB – Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia).

285. A comunidade há de marcar presença também diante dos grandes desafios da humanidade: defesa da vida, ecologia, ética na política, economia solidária e cultura da paz. Por isso a paróquia, como comunidade servidora e protetora da vida, tem condições de favorecer a educação para o pleno exercício da cidadania e implementar uma pastoral em defesa da integridade da Terra e do cuidado da biodiversidade.

286. Algumas iniciativas não são fáceis de ser aplicadas, mas são urgentes. Uma delas é evitar a comercialização e o consumo de álcool nos espaços da comunidade. Especialmente nas festas dos padroeiros e outros eventos religiosos, a venda de bebida alcoólica contrasta com os programas de defesa da vida e combate à drogadição que a Igreja promove. Uma das drogas mais ameaçadoras da sociedade é o álcool. Entretanto, algumas paróquias, em razão de questões financeiras, culturais ou porque “sempre foi assim”, caem nessa contradição grave. Será preciso encontrar saídas alternativas para a manutenção da comunidade, como a partilha do dízimo. É urgente a conversão das comunidades paroquiais para evitar o contratestemunho de promover o consumo de álcool em quermesses ou outras atividades recreativas da comunidade.


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