Palavra do Bispo

Confirma o comunicado de Dom Carlos José sobre a pandemia

12 08 2020

Caros Padres, Diáconos, lideranças leigas de equipes de liturgia, canto pastoral, irmãos e irmãs da nossa amada Diocese de Apucarana.
 
?Estamos atravessando um momento delicado da história da humanidade. A covid-19 continua fazendo vítimas, ao passo que alarga-se o tempo de duração desta pandemia. Como Igreja do Senhor Jesus não podemos parar nossa caminhada, mas temos que nos adaptar a esta nova realidade, permanecendo próximos de nosso povo. A saúde corporal, espiritual e mental deve ser nossa preocupação maior.
?Considero que alguns pontos são de suma importância:
- Para nós católicos a Eucaristia, verdadeiro Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, é essencial. Não podemos deixar nosso povo sem o alimento celeste, neste momento de tantas dificuldades.
- O cuidado com a saúde e, portanto, com a vida humana desde a concepção até seu término natural é missão contínua da Igreja. Em uma pandemia devemos seguir regras sanitárias para evitar o contágio.
- Para um tempo como este não temos decretos permanentes. A capacidade de adaptação deve nos acompanhar sempre.
?De acordo com o decreto de 7 de Maio pp, a maioria das paróquias  já voltou a celebrar com o povo. Agradecemos o esforço dos sacerdotes e leigos para que de forma adequada isso esteja acontecendo.
Com alegria percebo desde que aqui cheguei de que as celebrações em nossas paróquias são vivas, animadas com belos cânticos e com muitos ministros, adultos e crianças. Isso é tão bom e necessário. Mas no momento presente temos que nos abster de muitas coisas, pedindo ao Senhor que o quanto antes detenha esta pandemia.
?Assim neste período, de acordo a Introdução Geral sobre o Missal Romano que prevê diversas formas de celebração da Missa e de acordo Orientações da CNBB para as Celebrações Comunitárias no contexto da pandemia da COVID (21-05-20) DEVO RECORDAR que:
- as missas tenham no máximo 40-45 minutos de duração.
- não se permita AGLOMERAÇÕES nas sacristias e outros locais.
- não devemos ter, nas celebrações eucarísticas, coroinhas com menos de 12 anos, em nenhuma hipótese.
- o menor número de ministros deve servir ao altar. Somente o estritamente necessário.
- o cálice e âmbulas podem ser preparados antes da missa e deixados já no altar. Essa preparação deve ser feita pelo sacerdote ou por um único diácono ou ministro. Só uma pessoa deve tocar nos vasos sagrados.
- evite-se transitar pelo presbitério. Aqueles “serviços” prestados por diáconos e ministros devem agora ser feito somente pelo sacerdote, incluindo a purificação dos vasos sagrados.
- abreviem-se os cantos. O Ato penitencial, Glória, Santo e Amém doxológico, sejam rezados e não cantados.
-  omita-se a segunda leitura da missa dominical.
-  omita-se também o momento de preces (Oração dos fiéis).
- proceda-se com a higienização das mãos dos fiéis com Álcool em gel antes da comunhão, durante o rito do Cordeiro de Deus.
- a comunhão deve ser distribuída em uma espécie somente e sempre na mão. A comunhão sob duas espécies está proibida para todos, inclusive diáconos. A comunhão deve ser dada sempre por um ministro e não no estilo “self-service”.
- pode-se, também, distribuir a Sagrada Comunhão ao término da celebração. Desse modo os fiéis recebem o Corpo do Senhor e seguem para suas casas. Filas devem ser evitadas.
Devemos retomar a realização dos batismos, utilizando o rito abreviado e sempre de apenas uma criança, com seus pais e padrinhos. O Batismo seja sempre por EFUSÃO. As unções devem ser feitas com algodão e se necessário auxílio de cotonete.
Da mesma forma o Sacramento da Confissão e o aconselhamento espiritual aos fiéis seja sempre oferecido, com os cuidados necessários: máscaras, proteção de acrílico, local ventilado.
É muito importante retomarmos a leitura das Orientações da CNBB para as Celebrações Comunitárias no contexto da pandemia da COVID datada de 21-05-20.
Aconselho também a leitura da Encíclica de São Paulo VI “Mysterium fidei” e de São João Paulo II “Ecclesia De Eucharistia”, bem como as Catequeses do Papa Francisco sobre a Santa Missa (de 8 de Nov. de 2017 a 4 de Abr. de 2018).
Tais procedimentos, apesar de estranhos ao nosso modo de celebrar, fazem-se necessários para a conservação das Santas Missas com presença de fiéis. Cremos que este momento irá passar e voltaremos a celebrar com toda alegria e solenidade. A Mãe Igreja que já passou por tantas epidemias nos ensina a enfrentá-las, sempre buscando o único verdadeiramente necessário: o viático de nossa vida neste mundo e na Eternidade, Cristo na Eucaristia.
Que a Bondosa Mãe de Deus interceda junto a seu Filho pelo fim desta pandemia e que possamos enfrentar com coragem e empenho os desafios que derivam desta crise.
 
Apucarana, 08 de Agosto de 2020.
 
+ Dom Carlos José
Bispo Diocesano