“O grande mal no mundo é a falta de fé e, consequentemente, a desobediência aos mandamentos de Deus e ensinamentos do Magistério da Igreja”.

06 Nov 2012

 O ANO DA FÉ

Apucarana, 01 de novembro de 2012.

Queridos irmãos e irmãs, estamos vivenciando um tempo especial na Igreja, o Ano da Fé.

No dia 11 de outubro, às 5 horas da manhã, o Papa Bento XVI presidiu a Santa Missa na Praça de São Pedro em Roma onde se deu a abertura do Ano da Fé. E nós, em comunhão com o Santo Padre e toda a Igreja, celebramos essa Missa de abertura no dia 12 de outubro, no Lagoão, Apucarana, na solenidade da Padroeira e Rainha do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Será, certamente, um período muito frutuoso. Com este ano estaremos celebrando o  Cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II e o vigésimo ano do Catecismo da Igreja Católica. Aproveitemos da oportunidade para nos voltarmos ao riquíssimo conteúdo dos documentos do Concílio e do Catecismo para que uma vez compreendidos e aprofundados, eles iluminem nossas atitudes e nosso testemunho cristão. Desta forma estaremos favorecendo uma verdadeira renovação em toda a Igreja.

Dentre as atividades mundiais para se viver o Ano da Fé, teremos a Jornada Mundial da Juventude que alegremente vamos realizar em julho de 2013 na cidade do Rio de Janeiro. Aí, jovens do mundo inteiro estarão rezando juntamente com o Papa Bento XVI que, certamente, lhes dirigirá sábias palavras suscitando neles um ardente desejo de viver em profunda comunhão com Jesus para que dele se tornem discípulos missionários.

O Ano da Fé, proclamado a 11 de outubro de 2012, que se estenderá até o fim do dia 24 de novembro de 2013, é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. Abramos nosso coração para que livremente disponíveis tenhamos “os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento purificados e transformados”, e, portanto, capacitados para evangelizar e transformar a realidade onde vivemos, conforme nos diz a Palavra de Deus: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Rm 12, 2).

Diz-nos o Santo Padre que é o amor de Cristo que nos impele a evangelizar. Sim, verdadeiramente, só por amor e pelo amor de Cristo é que podemos realizar uma atividade evangelizadora. Na verdade, é o próprio Cristo que nos chama, escolhe e nos envia a evangelizar. Não somos nós que decidimos se vamos ou não evangelizar, é Cristo Jesus quem nos envia. A obra da evangelização é dele. E Ele conta com nossa ajuda para fazer chegar a riqueza do Evangelho a todos o corações. O conteúdo do Evangelho tem o poder de transformar nossa vida, nossa família e nossa sociedade. Por isso é importante que todos conheçam este conteúdo. Na medida em que vamos descobrindo este amor de Jesus nosso compromisso missionário vai ganhando força e vigor. Da mesma forma a fé vai sendo sempre mais frondosa e, quando testemunhada, cada vez mais será capaz de atrair outras pessoas para fazerem a experiência de encontro com o Senhor. Sim, nosso testemunho se torna sempre mais eficaz e atraente, capaz de gerar vida abundante a todos os que nos circundam.

“Que este Ano suscite, em cada cada um de nós, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Seja uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é ‘a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força. Que nosso testemunho de vida cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada um de nós deve assumir, sobretudo neste Ano” (PF 9). Que a Mãe de Jesus, feliz porque acreditou, (cf. Lc 1, 45), acompanhe-nos e nos conceda a graça de um amor  grande e profundo, capaz de libertar e transformar  o ambiente onde vivemos. Deus vos abençoe.

 

Dom Celso A. Marchiori

Bispo Diocesano