JESUS ESTÁ PRESENTE NO MEIO DE NÓS ATRAVÉS DOS SACRAMENTOS A EUCARISTIA SEGUNDO O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

09 Abr 2013

 "Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,56). 

 Jesus permanece para sempre conosco. “Cristo Jesus, que morreu e ressuscitou, que está à direita de Deus e que intercede por nós" (Rm 8,34), está presente de múltiplas maneiras em sua Igreja: em sua Palavra, na oração em comum, pois "onde dois ou três estão reunidos em meu nome" (Mt 18,20), nos pobres e nos doentes, em seus sacramentos e na pessoa dos que os presidem. Mas ele se encontra, de uma maneira muito especial sob as espécies eucarísticas. Convocados pelo próprio Deus e reunidos em assembléia, por meio da Eucaristia, participamos eficazmente, em nossa história atual, do próprio sacrifício do Senhor. Seu sacrifício na cruz é atualizado quando o celebramos na Santa Missa e, ao mesmo tempo, e aqui está a beleza deste augustíssimo sacramento, nos unimos à liturgia do céu, antecipando, assim, a vida eterna, quando “Deus quer ser tudo em todos” (1Cor 15,28). A Eucaristia, "fonte e ápice de toda a vida cristã” (LG 11), é o centro de toda a vida eclesial. Para este centro vão convergir nossos  projetos pastorais, nossas espiritualidades e todas as nossas atividades, pois sem Jesus nada podemos fazer. No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão "contidos verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo". Em sua presença eucarística, Jesus permanece misteriosamente no meio de nós como aquele que nos amou e que se entregou por nós, e o faz sob os sinais que exprimem e comunicam este amor: “A Igreja e o mundo precisam muito do culto eucarístico. Jesus nos espera neste sacramento do amor. Não regateemos o tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e aberta a reparar as faltas graves e os delitos do mundo. Que a nossa adoração nunca cesse! (JoãoPaulo II - Carta Apostólica Dominicae Cenae, 3). O que o alimento material produz em nossa vida corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida espiritual. A comunhão eucarística conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. A santa comunhão nos separa do pecado, aumenta nossa união com Cristo, restaura nossa fortaleza, fortalece nossa caridade, vivifica nossa devoção, nos compromete com os pobres, pois recebendo o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, somos levados a reconhecer o Cristo nos mais pobres, nossos irmãos: “porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim” (Mt 25, 35-36). O Senhor nos convida insistentemente a recebê-lo no sacramento da Eucaristia: "Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós" (Jo 6,53). Mas para respondermos a este convite, devemos preparar-nos bem para este momento tão grande e tão santo. São Paulo nos  exorta a um exame de consciência: "Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignadamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte “que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação" (1 Cor 11,27-29). Quem está consciente de um pecado grave, é bom que procure antes da comunhão o sacramento da reconciliação. Diante da grandeza deste sacramento, humildemente e com fé ardente, digamos com o Centurião: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo" (Mt 8, 8).

 

 

Dom Celso A. Marchiori

Bispo de apucarana