A FÉ PARTILHADA - A DIMENSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA

30 09 2013

Em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2013 e a Jornada Mundial da Juventude, o tema da Campanha Missionária deste ano é “Juventude em Missão”. O lema tirado do profeta Jeremias: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1, 7b), recorda que Deus continua a chamar e a enviar pessoas para anunciar a Boa Notícia de Jesus a todos os povos. A Missão é a principal razão de ser da nossa Igreja e seus missionários e missionárias, representa, pois uma grande riqueza. Pela Campanha Missionária, toda a comunidade cristã é convidada a renovar seu compromisso batismal em conformidade ao mandato de Jesus Cristo, “Ide fazei discípulos todas as nações” (Mt 28, 19).

Desde o dia em que Jesus subiu aos céus, a Igreja não cessa de proclamar que Jesus é o Senhor e Salvador. A Igreja sempre levou a sério o mandato de Cristo que lhe outorgou no dia de sua volta para o céu: “Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo quanto vos prescrevi” (Mt 28, 19-20). O Papa Francisco nos diz que “O anúncio do Evangelho faz parte do ser discípulos de Cristo e é um empenho constante que anima toda a vida da Igreja”. E ainda: “Toda comunidade é “adulta” quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la também às “periferias”, sobretudo a quem não teve ainda a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, em nível pessoal e comunitário, é medida também pela capacidade de comunicá-la aos outros, de difundi-la, de vivê-la na caridade, de testemunhá-la a quantos nos encontram e partilham conosco o caminho da vida”. Bento XVI afirmou que  “O zelo missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial” (Bento XVI, Exort. Apost. Verbum Domini, 95).

Justamente, este é o dever da Igreja, segundo o documento Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, onde diz que a Igreja tem o dever de propagar a fé e a salvação de Cristo, e esta tarefa não é somente dos bispos, presbíteros e diáconos, como também de todos os batizados. Ou seja, somos todos convocados para a missão, todos somos missionários. Não existe discípulo de Cristo sem que seja ao mesmo tempo missionário de Cristo. Muitos, que se dizem cristãos, acabam desistindo de tudo, justamente porque não se tornaram missionários. Fomos evangelizados para que nos tornássemos discípulos de Cristo, e como tal, missionários, pois um discípulo de Cristo não sobrevive se não desenvolver sua dimensão missionária. Acolhendo a palavra do Senhor e movida pela caridade, no poder do Espírito Santo, a Igreja realiza sua missão tornando-se presente no mundo inteiro e conduzindo os homens e mulheres à fé, à liberdade e à paz de Cristo. Ela faz isso por meio da pregação, do testemunho, dos sacramentos e por tantos outros meios pelos quais abre caminho, facilita a entrada para que todos possam participar plenamente no mistério de Cristo.

Dando continuidade à missão do próprio Cristo, a Igreja vai seguindo o mesmo caminho. Ela prega a Palavra, anuncia o reino de Deus, chama todos à conversão e através dos conselhos evangélicos, pobreza, castidade e obediência, propõe a todos uma vida de santidade, mesmo que em meio a tribulações e fadigas, assemelhando-se ao próprio Cristo que sofreu, morreu e ressuscitou para nos salvar.

Abençôo de todo o coração os missionários e as missionárias que se preparam para as Missões Populares que iniciaremos em 2015, como um marco da celebração dos 50 anos da Diocese de Apucarana, como também a todos aqueles que acompanham e apóiam este compromisso fundamental da Igreja para que o anúncio do Evangelho possa ressoar no coração de todos os homens e mulheres que se abrem para acolher o Evangelho da vida.