SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS

01 Nov 2013

 Com este versículo 6 do capítulo 11 da carta aos Hebreus, quero refletir sobre o Ano da Fé que  em breve se encerra.

O Ano da Fé foi proclamado para que, precisamente, “a Igreja renove o entusiasmo de crer em Jesus Cristo, único Salvador do mundo, reaviva a alegria de percorrer o caminho que nos indicou e testemunhe de modo concreto a força transformadora da fé” (Bento XVI).

Acredito que em nossa diocese todos somos testemunhas de que houve empenho e criatividade para que vivêssemos o Ano da Fé. Os eventos realizados no decorrer deste ano nos ajudaram a meditar sobre a fé e sua importância sobre nossa vida cristã. Estes encontros focalizaram o tema da fé, para que os católicos sejam testemunhas vivas de Jesus Ressuscitado.

Encerrando este ano eclesial, queremos conclamar a todos para que permaneçam firmes na fé e se deixem guiar por ela em todas as suas atividades: pessoais, com a família, nos grupos de vivência, nas diaconias, nas comunidades, nas paróquias e também com quem convivemos na sociedade, diariamente.  Com a ajuda do Espírito Santo, sejamos diferentes do mundo, manifestando em nossas atitudes e decisões aquilo que está de acordo com os planos divinos. Não nos conformemos com este mundo, mas segundo ensinamentos do Apóstolo Paulo em Rm 12, deixemo-nos transformar pela renovação espiritual, buscando em tudo, o que é da vontade de Deus, o que é melhor para a vida de cada ser humano e da comunidade, para que sejamos sempre mais perfeitos no amor, mandamento que Nosso Senhor nos propõe, para vivermos em paz com todas as pessoas, e de um modo especial na família, onde começa todo relacionamento, que vai nortear a vida de cada ser humano. Que a luz da fé ilumine nossos recônditos familiares, para que possamos viver em paz, na paz e pela paz.

Que o Ano da Fé nos ajude a vivermos concretamente as orientações que Deus nos dá pelos seus mandamentos. Como nos diz o Papa Francisco: “Pensemos nos dez Mandamentos: indicam-nos uma senda a percorrer para amadurecer, para dispor de pontos firmes no modo de nos comportarmos. E são frutos da ternura, do amor do próprio Deus que no-los concedeu. Vós podereis dizer-me: mas são ordens! São um conjunto de «nãos»! Gostaria de vos convidar a lê-los — talvez os tenhais esquecido um pouco — e depois a considerá-los positivamente. Vereis que dizem respeito ao modo de nos comportarmos em relação a Deus, a nós mesmos e ao próximo, precisamente como nos ensina a nossa mãe, para vivermos bem. Convidam-nos a não construir ídolos materiais, que depois nos tornam escravos, a recordar-nos de Deus, a ter respeito pelos pais, a ser honestos, a respeitar os outros... Procurai vê-los assim, a considerá-los como se fossem as palavras, os ensinamentos sugeridos pela mãe, para caminhar bem na vida. A mãe nunca ensina o que é mal, mas só quer o bem dos filhos, e é assim que a Igreja age”.

Com a Igreja e com a Virgem Maria, a Mãe da fé, possamos todos nos enveredar pelas sendas da justiça, da paz e do amor, para que tenhamos um mundo fraternalmente mais rico de humanidade. Deus abençoe a todos.

+ Celso A. Marchiori

Bispo de Apucarana