Mensagem de Nosso Pastor Dom Celso para o Mês de Junho

01 Jun 2016

Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade
Apucarana, 01 de junho de 2016.

Na 54ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em Aparecida, de 06 a 15 de abril, desse ano, momento de encontro fraterno entre os Bispos de todo o Brasil, de oração e de reflexão sobre a vida da Igreja no Brasil e sua missão de anunciar o Evangelho do Senhor Jesus, em todas as realidades onde vive o querido povo de Deus, aprovamos o documento oficial que fala sobre a missão dos leigos e leigas na ação pastoral da Igreja, em seu vasto campo de atuação.

O conteúdo deste documento, que traz como título “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja e na sociedade” quer levar todos os fiéis a compreenderem a sua própria vocação e missão que nasce do compromisso do batismo.

Chamados a viver como discípulos missionários de Jesus Cristo no seu dia a dia, na família, na comunidade eclesial, no trabalho profissional, nas mais variadas formas de participação na sociedade civil, o estudo desse documento, certamente, vai fortalecer a identidade, a vocação, a espiritualidade e a missão dos leigos na caminhada da Igreja.

Encontramos também aí, claramente expresso nesse documento, um profundo sentimento de gratidão aos inúmeros leigos e leigos que, além de cuidarem de suas famílias e de suas atividades profissionais, dão o seu testemunho de fé e se dedicam pela Igreja com força e muito entusiasmo, chegando até ao sacrifício de si mesmos.

O documento ressalta sobretudo a importância dos leigos na evangelização. A missão da Igreja, após o Concílio Vaticano II, tem sido enriquecida com o trabalho abnegado de muitos leigos e leigas que favorecem uma Igreja cada vez mais missionária e evangelizadora.

Eis alguns pensamentos retirados do documento da CNBB sobre os leigos: 
“As Comunidades Eclesiais de Base - CEBs, os setores paroquias, os grupos bíblicos de reflexão, as pequenas comunidades, a catequese, as celebrações da Palavra, as escolas de teologia, as pastorais, os movimentos, as novas comunidades, as associações de leigos têm oportunizado espaços de participação e de missão evangelizadora e exercício dos mais diversificados ministérios.

Percebemos com esperança e gratidão a presença e ação de cristãos leigos e leigas, verdadeiros santos e santas entre nós. São inabaláveis na fé, solidários e fraternos, fortes na oração, humildes no perdão, silenciosos na ação, experientes na vida mística e na espiritualidade da cruz. Com alegria e perseverança visitam as casas, os hospitais, os presídios, as periferias, e atuam em movimentos eclesiais, sociais e políticos, colaborando na santificação das estruturas e realidades do mundo.
Os movimentos, as novas comunidades, as associações de leigos que estão em comunhão com seus pastores, que se integram nas comunidades, que seguem os planos de pastoral da diocese e das paróquias, que abraçam a dimensão social do evangelho e da fé, têm contribuído para a evangelização dentro e fora da Igreja.

Os cristãos leigos e leigas que vivem sua fé no cotidiano, nos trabalhos de cada dia, nas tarefas mais humildes, no voluntariado, cuja vida está escondida em Deus, são o perfume de Cristo, o fermento do Reino, a glória do Evangelho. Eles se santificam nos altares do seu trabalho: a vassoura, o martelo, o volante, o bisturi, a enxada, o fogão, o computador, o trator (CNBB, Doc. 62, n. 182). Constroem oficinas de trabalho e oficinas de oração.

Podemos afirmar, com alegria e renovada esperança, que os cristãos leigos e leigas são os grandes protagonistas destes avanços em unidade com seus pastores”.
Que a Virgem Maria, cheia de graça e totalmente consagrada ao Senhor, acompanhe todos os leigos e leigas em seu caminho e em sua bela missão. Por meio deles, para a glória do Pai e para o bem da sociedade, o Evangelho de Cristo ilumine o mundo e favoreça liberdade e alegria a todas as pessoas e famílias.

+Celso A. Marchiori