Atividade missionária da Diocese

09 Out 2016

Apucarana, 01 de outubro de 2016.

A diocese de Apucarana tem por obrigação representar da melhor forma possível a Igreja Católica e, ao mesmo tempo, precisa ter consciência de que foi enviada aos habitantes de seu território, especialmente aos que ainda não creem em Cristo, a fim de ser, por testemunho de vida de cada um dos fiéis e de toda a comunidade, um sinal vivo e forte que favoreça a todos contemplar o rosto sagrado de Cristo Jesus.

Para que o Evangelho possa chegar a todos, é muito importante e indispensável valorizar o ministério da Palavra. Portanto, que o bispo seja, por primeiro, um pregador da fé que vai conduzir a Cristo sempre mais novos discípulos e discípulas. Para isso, ele precisa conhecer bem a situação de seu rebanho como também as opiniões íntimas dos seus concidadãos a respeito de Deus, levando em conta, cuidadosamente, as mudanças introduzidas pela urbanização, migração e indiferentismo religioso.

Em plena comunhão com o bispo e sob sua autoridade, que todos os sacerdotes empreendam ardorosamente a obra da evangelização, não somente para apascentar os fiéis de sua paróquia e celebrar a liturgia, mas também para pregar o Evangelhoàqueles que estão fora ou afastados. O Papa Francisco tem insistido com frequência de que precisamos ir ao encontro das pessoas que se afastaram, das pessoas que estão nas periferias existenciais. Os presbíteros devem mostrar-se prontos e disponíveis e, havendo ocasião, que se ofereçam ao bispo para um trabalho missionário nas regiões afastadas e abandonadas da diocese, ou até de outras dioceses. Enfim, todos os padres na diocese devem ser missionários. A igreja precisa de missionários bispos e padres, religiosos e leigos. Se não agirmos com espírito missionário, se não vivermos nosso ministério sacerdotal com espírito missionário, então, correremos o risco de empreendermos uma ação mercenária com grandes prejuízos eclesiais.

Com este mesmo zelo, também os consagrados, consagradas e leigos, devem sentir-se animados, pois todos os batizados e batizadas são missionários da diocese. Hoje, especialmente, não dá para sermos cristãos sem vivenciarmos a dimensão missionária de nosso batismo. Ou somos missionários, ou não somos cristãos.

Contemplando a Igreja como um todo, que as dioceses não se cansem de enviar seus missionários para anunciarem o Evangelho por toda a terra, mesmo que sofram por falta de clero. O número reduzido de presbíteros não deve impedir que as dioceses se ajudem mutuamente como Igrejas irmãs.

Em nossas orações diárias, como também em nossas liturgias, estejamos sempre atentos para intercedermos pela Igreja, pedindo ao Senhor da Messe que nos envie sempre mais missionários padres, missionários diáconos, missionários consagrados e missionários leigos. Como também, rezemos pelos nossos sacerdotes e diáconos, para que sua ação evangelizadora se revista do espírito missionário do Concílio Vaticano II e se aperfeiçoe com os ensinamentos da Conferência Latino Americana de Aparecida onde somos todos chamados a ser discípulos missionários de Cristo.

Por intercessão da Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, as nações sejam quanto antes conduzidas ao conhecimento da verdade e a glória de Deus, que resplandece no rosto de Jesus Cristo, comece a brilhar para todos pela força do Espírito Santo.

+Celso Antônio Marchiori