Saúdo a cada irmão e irmão presentes nesta celebração e os que nos acompanham pelos meios de comunicação social.
Saudando o vigário geral, Mons. João, o secretário da ação evangelizadora e cura da catedral Pe. Valdecir e o Pe. Noel, representante dos presbíteros e reitor do seminário, saúdo todos os sacerdotes de nossa diocese, diocesanos e religiosos, bem como os que nos visitam nestes dias. Saudação especial aos padres Luciano Araujo, chanceler e ao Pe. Oscar de Faxinal. Eles celebram este ano Jubileu de Prata sacerdotal.
"Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura, que acabastes de ouvir". O Evangelho agora proclamado nos conduziu à sinagoga de Nazaré, onde Jesus, tendo aberto o livro de Isaías, começou a ler: "O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu". Ele aplica a si a palavra do Profeta, concluindo: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura, que acabastes de ouvir".
Todas as vezes que a assembleia litúrgica se reúne para celebrar a Eucaristia atualiza-se este "HOJE". Torna-se presente e eficaz o mistério de Cristo, único e eterno Sacerdote da nova e eterna Aliança.
É verdade que todo batizado é sacerdote. A Igreja é povo sacerdotal. Mas a serviço deste povo sacerdotal, temos o sacerdócio Ministerial que hoje celebramos com especial destaque. São, especialmente, nossos queridos padres. O Papa Leão, na quarta-feira passada, nos recordou: “A sucessão apostólica, fundamentada no Evangelho e na Tradição, é aprofundada no capítulo III da Lumen gentium. O Vaticano II ensina que a estrutura hierárquica não é uma construção humana, funcional à organização interna da Igreja como corpo social (cf. LG, mas uma instituição divina destinada a perpetuar a missão confiada por Cristo aos Apóstolos até ao fim dos tempos”.
Assim, compreendemos melhor que valor tem o ministério sacerdotal em nossa Igreja. Nossos queridos sacerdotes...
Hoje renovamos nossas promessas sacerdotais. É dia de alegria e compromisso. É o apóstolo Paulo que nos convida a reavivar incessantemente o dom de Deus recebido com a imposição das mãos (cf. Tm 1, 6), sustentados pela consoladora certeza de que Quem iniciou em nós esta obra a levará ao seu pleno cumprimento até ao dia de Cristo Jesus (Fil 1, 6).
Queridos Sacerdotes, saúdo-vos com afeto. Hoje, com a Santa Missa do Crisma, fazemos memória desta grande verdade que diretamente nos diz respeito. Cristo chamou-nos a título especial, para participar do seu Sacerdócio. Toda a vocação para o ministério sacerdotal é um dom extraordinário do amor de Deus e, ao mesmo tempo, um mistério profundo, que se refere aos misteriosos desígnios divinos e ao mais profundo da consciência humana.
Portanto, façamos nosso o salmo 88 que entoamos: "Senhor eu Cantarei eternamente o vosso amor”. Com o espírito cheio de gratidão, renovaremos daqui a pouco as promessas sacerdotais. Este rito leva-nos, com a mente e o coração, ao dia inesquecível em que assumimos o compromisso de nos unirmos intimamente a Cristo, modelo do nosso sacerdócio, e de ser fiéis dispensadores dos mistérios de Deus, não nos deixando guiar por interesses humanos, mas somente pelo amor de Deus e do próximo.
Caros Irmãos no Sacerdócio, permaneçamos fiéis a estas promessas. Não se extinga em nós o entusiasmo espiritual da Ordenação Presbiteral.
E vós, caríssimos fiéis, rezai pelos sacerdotes para que sejam dispensadores atentos dos dons da graça divina, de modo particular da misericórdia de Deus no sacramento da Confissão e do Pão de vida na Eucaristia, vivo memorial da morte e ressurreição de Cristo.
Saúdo aqui os coordenadores de CMPP de nossa diocese. Sois os primeiros colaboradores dos vossos sacerdotes. Este ministério, que vai se consolidando em nossa Igreja particular é a real participação laical nos destinos de cada paróquia. Agradecemos vosso trabalho e dedicação. Nossa Senhora de Lourdes os proteja. Cuidem bem de nossos padres. Eles precisam de vosso apoio e compreensão.
Daqui a instantes abençoaremos os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagraremos o Santo Óleo do Crisma. Serão usados durante todo o ano em nossas paróquias e diaconias. Serem abençoados e consagrados em uma celebração que reúne todos os padres, diáconos e os representantes das 62 paróquias da diocese revela nossa união em Cristo Jesus. Como ouvimos na segunda leitura, unidos clamamos “Cristo é o alfa e o ômega, o principio e o fim, aquele que era, que é e que vem, o Todo poderoso” que amanhã, no lava-pés, se fará servo de todos, nos ensinando que servir o irmão é a nossa missão.
A nossa Diocese de Apucarana é linda em sua história e em cada irmão e irmã que dela faz parte. Amemos sempre e cada vez mais a nossa Igreja particular. Amemo-nos uns aos outros para sermos sinal de verdadeira paz e Unidade em um mundo dilacerado por discórdias. Amemo-nos, suportemo-nos, compreendamo-nos e não deixemos que as ideológicas polarizações da sociedade nos façam estranhos na vida eclesial e comunitária. Aquele que nos une é Cristo Jesus, nosso Senhor.
Logo teremos o novo PLADAE, fruto das escutas sinodais nas paroquias, decanatos e na diocese no mês de novembro passado. Será iluminado pelas Diretrizes da CNBB, que serão aprovadas nos próximos dias em Aparecida. Será texto de nossa comunhão, participação e missão no caminho sinodal de nossa Igreja. Desde já desafio a todos para a necessária reorganização de nossas diaconias. Que os nossos Ministros leigos, leigas sejam verdadeiros Ministros Missionários de nossas diaconias, reagrupadas depois do censo Diocesano.
Nossa diocese é a Diocese das Diaconias, conhecida em todo o Brasil. Vida nova às nossas diaconias, em todo território diocesano! Diaconias em torno da Capelinha de Nossa Senhora de Lourdes, diaconias missionárias que rezam o terço e ouvem a Palavra de Deus, atingindo os afastados e socorrendo os necessitados.
Saudação particular aos nossos queridos diáconos permanentes, as queridas religiosas e aos nossos seminaristas. Cada um, em sua própria vocação, viva o chamado missionário de Cristo Redentor.
Peço que rezem por mim, vosso indigno bispo. Sobre mim peça a responsabilidade de governar, santificar e conduzir a diocese. Preciso de vossas orações e apoio continuo. Já são sete anos que fui enviado até vocês. Estou muito feliz e animado de estar nessa bela diocese. Como a amo! Peço que tenham paciência com minhas fragilidades e me sustentem em minha missão de Sucessor dos Apóstolos em vosso meio. O povo santo de Deus servido, tendo os pés lavados pelos sacerdotes e diáconos e o bispo lavando os pés dos padres e diáconos: eis a Igreja desejada por Cristo Mestre e servidor da Humanidade.
Nossas preces e orações hoje, nesta missa solene pela paz no mundo. Que tristeza a guerra.
No Brasil há um déficit habitacional de 6 milhões de moradias. Fraternidade e moradia é o tema da Campanha da Fraternidade 2026. Que as autoridades e todos nós nos empenhemos para que todos tenham moradia digna para um dia sermos recebidos na moradia eterna. Não poderá ser acolhido na moradia eterna, aquele que não se preocupar com o pobre e necessitado!
Muito obrigado aos padres que hoje, nessa missa, fazem a própria oferta para os irmãos padres da Diocese de Bafata, na Guine Bissau.
A pedido especial do Papa Leão, peço aos padres e a todo o Povo de Deus que divulguem e façam a coleta da Sexta-feira Santa para a Terra Santa. Como sabemos a guerra impede a celebração publica destes dias no Santo Sepulcro e a coleta da sexta-feira santa é a ajuda concreta para a manutenção dos lugares santificados pela presença de Jesus.
Após a morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos estavam reunidos no cenáculo, com Maria, a Mãe de Jesus. Nós aqui hoje, na casa de Maria, Senhora de Lourdes, não estamos somente reunidos, mas unidos, para com Maria proclamarmos: Aqui estamos Senhor Jesus, leigos, diáconos, religiosas e pastores, dispostos, alegre e felizes ao vosso serviço. Faça-se em nós, a vossa vontade.
Amém!
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